Foto: Wesley Lira (drone)

 

Por João Paulo Oliveira
Repórter do Sistema Encontro da Águas

 

A capital amazonense amanheceu nesta quarta-feira, 11/10, encoberta por uma densa fumaça em decorrência das queimadas. A qualidade do ar foi registrada como péssima durante toda a manhã, segundo o aplicativo Selva, da Universidade do Estado do Amazonas.

Em diferentes zonas de Manaus, a fumaça encobriu prédios e monumentos históricos, como o Teatro Amazonas. No bairro Educandos, zona sul da capital, a camada de fumaça estava sobre praticamente toda a orla do Amarelinho.

Nas ruas, a população se queixava do cheiro forte e da dificuldade em respirar. “Essa fumaça está adoecendo, meu colega começou a espirrar muito rapidamente. Ele teve que sair porque não aguentou ficar”, afirma a autônoma Maria Goreth. Já o agente de portaria, Asafe Rafael Santos, usou a máscara para amenizar os incômodos causados pela fumaça. “Você vê que a fumaça está em Manaus toda e prejudica a nossa respiração, tem que estar de máscara”, disse.

No Porto de Manaus, a nuvem cinzenta prejudicou a visibilidade dos pilotos de embarcações. Para Marcos Paulo Vasconcelos, a atenção tem que ser redobrada. “Fica ruim pra gente navegar porque tá seco e não dá pra ver nada”, alerta.

Na última segunda-feira, 9, o governador do Estado, Wilson Lima, fez um balanço dos trabalhos de combate às queimadas e de atendimento à população atingida. Na ocasião, Wilson Lima realizou uma vistoria no distrito Cacau Pirêra, em Iranduba, Região Metropolitana de Manaus, onde mais de dois mil incêndios foram combatidos.

Desde setembro, há registros de regiões de Manaus encobertas por fumaça e, neste início de outubro, a situação se agravou ainda mais.

 

Edição de texto: Beatriz Ferro Gomes

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