Operação Cheia leva assistência humanitária e reforço na saúde a dezenas de municípios impactados. (Foto: Arquivo Secom)

As nove calhas de rios do Amazonas seguem em processo de cheia, com picos previstos entre os meses de março e julho. Até agora, mais de 92 mil famílias foram afetadas em todo o Estado, totalizando aproximadamente 371 mil pessoas impactadas diretamente pelo avanço das águas.

Segundo o boletim mais recente do Governo do Amazonas, divulgado no domingo (8/6), 36 municípios estão em Situação de Emergência, enquanto 22 estão em Alerta, um em Atenção e apenas três seguem em situação de normalidade. Os dados são do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.

Desde o início do período crítico, o Governo do Estado já enviou 250 toneladas de cestas básicas, 600 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável fornecidos pela Cosama e 10 kits purificadores do programa Água Boa. As ações beneficiam diretamente municípios como Manicoré, Apuí, Humaitá, Borba, Boca do Acre e Novo Aripuanã.

Em Manaus, o nível do rio Negro chegou a 28,66 metros no sábado (7) — apenas 1,36 m abaixo da cota recorde registrada em 2021. Já em Itacoatiara, no Médio Amazonas, o nível do rio está em 14,37 metros, a apenas 83 centímetros da marca histórica de 2021.

Saúde reforçada nos municípios

Para garantir o atendimento à população atingida, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) enviou, na quarta-feira (4), uma embarcação adaptada como hospital flutuante para o município de Anamã, que está em estado de Emergência. No mesmo dia, o Barco Hospital São João XXIII partiu de Manaus para oferecer assistência médica durante uma semana na cidade.

Além disso, a SES-AM distribuiu 72 kits de medicamentos para Apuí, Boca do Acre, Manicoré, Humaitá, Ipixuna, Guajará e Novo Aripuanã, beneficiando mais de 35 mil pessoas. Em Manicoré, a prefeitura recebeu uma nova usina de oxigênio, com capacidade para produzir 30 metros cúbicos por hora — mais que o dobro da anterior. Já em Apuí, seis cilindros de oxigênio foram enviados como reserva de segurança, acompanhados de medicamentos e insumos hospitalares.

A Defesa Civil do Amazonas mantém o monitoramento permanente do cenário. O trabalho é coordenado pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, que acompanha o nível dos rios ao longo de todo o ano para garantir uma resposta rápida às comunidades vulneráveis.

 

*Com informações da Agência Amazonas

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