Fundado em 11 de março de 1917, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) se consolidou como uma das principais referências em pesquisa e preservação documental no Amazonas. Ao longo de mais de um século, a instituição reúne registros que ajudam a compreender o desenvolvimento social, político e cultural da região.

O acervo do Instituto é composto por documentos históricos, periódicos e publicações que retratam desde o período provincial até os primeiros anos da República. Esse material tem papel fundamental na construção do conhecimento sobre a história amazonense e contribui diretamente para a produção intelectual e científica no Estado.

Segundo o presidente da instituição, a criação do IGHA teve como objetivo aproximar intelectuais e preservar a memória regional. “Lá atrás, construíram um patrimônio desse em plena selva com a finalidade exatamente de aproximar os intelectuais e de preservar a memória amazônica e nacional”, afirmou.

Ele também destaca que o papel do Instituto vai além da preservação. “Então há um acervo muito grande e o papel é não só preservar, mas difundir, porque aqui vêm também os estudantes atuais, estudantes de mestrado, doutorado, pesquisar para produzir novos conhecimentos”, explicou.

Além da guarda documental, o Instituto promove estudos em áreas como História, Geografia, Antropologia e Cultura Regional, fortalecendo a identidade amazonense e incentivando a pesquisa acadêmica.

O secretário-geral do IGHA e presidente da Academia Amazonense de Letras, Abraheim Basen, ressalta a relevância da instituição para o Estado. “O IGA, eu diria que ele representa hoje para o Estado do Amazonas o maior acervo de pesquisa para a História, para a Geografia”, destacou.

Ele também enfatizou o trabalho da atual gestão. “E aqui passaram grandes nomes e a presidência atual do doutor José Braga está fazendo com que o IGA possa ter seu brilho destacado”, afirmou.

A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales, que também é membro efetiva do Instituto, destaca a importância do acervo para compreender o presente e projetar o futuro. “Nós podemos falar que o material que ele guarda não é só o material do passado, mas é o material que proporcionou que a leitura do passado nos levasse ao Amazonas que nós temos hoje e que esse link passado-presente nos instiga a buscar um futuro cada vez melhor”, afirmou.

Após mais de um século de atuação, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas segue como um ponto de encontro entre o passado e o presente, preservando memórias e contribuindo para a construção do conhecimento sobre a região.

Matéria: Lucas Braga
Imagens: Gustavo Grijó
Adaptação: Douglas Lima

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