A expectativa por novas oportunidades de trabalho segue movimentando a rotina de quem vive da indústria no Amazonas. No Polo Industrial de Manaus, cada novo investimento aprovado representa mais do que números: significa renda, estabilidade e perspectivas para milhares de famílias.

Foi nesse contexto que ocorreu a 322ª reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA, responsável por analisar projetos de empresas interessadas em expandir ou iniciar operações na região. Ao todo, mais de 80 propostas foram avaliadas, somando investimentos superiores a R$ 1 bilhão e com previsão de gerar quase 3 mil novos postos de trabalho.

Durante o encontro, um dos temas que ganhou destaque foi o impacto da segurança jurídica no crescimento industrial e no mercado imobiliário da capital. O aumento no valor de terrenos e galpões tem acompanhado o aquecimento da economia, mas, segundo o secretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa, não há risco de colapso.

“Não há colapso. Agora, no entanto, o preço dos galpões e dos terrenos subiram muito e é preciso aumentar a oferta para que os preços baixem”, afirmou.

Ele também destacou que há um diálogo em andamento entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus, o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus para viabilizar novas áreas de expansão. “Isso está sendo negociado entre SUFRAMA, SEDECT e Prefeitura de Manaus, num diálogo institucional do mais alto nível. Em breves dias, espero que o prefeito anuncie as novidades”, completou.

A reunião também marcou a última participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele foi homenageado pelos resultados históricos da Zona Franca de Manaus, que alcançou faturamento de R$ 226,7 bilhões em 2025, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior.

Ao comentar os números, Alckmin destacou o desempenho expressivo da região. “No ano passado, a SUFRAMA bateu recorde de 132 mil colaboradores diretos. Se considerarmos os indiretos, esse número se aproxima de 700 mil. São recordes de emprego, investimento e faturamento”, disse. Ele também ressaltou a expansão de setores estratégicos, como o eletroeletrônico, a produção de ar-condicionado e o segmento de motocicletas.

Os projetos aprovados contemplam tanto a chegada de novas empresas quanto a ampliação de indústrias já instaladas, incluindo a fabricação de eletrônicos, equipamentos industriais e sistemas de climatização, além da modernização de linhas de produção.

Com a reforma tributária já aprovada e o aumento na oferta de energia elétrica, o cenário é considerado promissor para o crescimento do setor industrial no estado. A expectativa é que o Amazonas fortaleça ainda mais sua posição como um dos principais polos industriais do país.

Para o vice-governador, Tadeu de Souza, os números refletem diretamente na vida da população. “O Amazonas se consolida como um grande centro industrial do Brasil. Somos o terceiro polo industrial do país e isso transformou a realidade do nosso povo”, afirmou.

Ele também enfatizou o impacto social dos investimentos aprovados. “Hoje, esses recursos representam dignidade para o trabalhador amazonense. Representam emprego, renda e comida no prato de milhares de famílias”, declarou.

Com quase 60 anos de história, o modelo da Zona Franca de Manaus segue como um dos principais motores da economia regional, impulsionando desenvolvimento, geração de empregos e novas oportunidades para quem depende da indústria no estado.

Matéria: Paulo Paixão
Imagens: Henri Clay – Arquivo
Adaptação: Douglas Lima

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