Por muitos anos, o 19 de abril foi conhecido como “Dia do Índio”. O termo, no entanto, não representa a diversidade dos povos originários e, por isso, passou a ser considerado inadequado. A expressão generaliza culturas distintas e ignora a pluralidade existente entre os povos indígenas.

Cada povo possui seu próprio modo de vida, sua história, língua, costumes e formas de resistência. No Brasil, existem centenas de etnias, e tratá-las de forma única acaba apagando essa riqueza cultural e reforçando estereótipos.

A mudança para Dia dos Povos Indígenas foi oficializada por meio da Lei nº 14.402/2022, reconhecendo a diversidade e fortalecendo a identidade dos povos originários no país.

No Amazonas, estado que concentra a maior população indígena do país, o debate ganha ainda mais relevância diante dos desafios relacionados à garantia de direitos, à proteção dos territórios e à preservação cultural.

“Somos povos originários do Brasil. Antes mesmo da chegada dos colonizadores, já existíamos aqui. Somos parte fundamental deste país”, destaca Nilton Makaxi, diretor-presidente da FEPIAM, reforçando o pertencimento histórico dessas populações.

Mais do que uma mudança de nomenclatura, a data convida à reflexão sobre questões urgentes, como o combate à violência, a demarcação de terras e o respeito às tradições. O Dia dos Povos Indígenas também ressalta a importância dessas populações na preservação da Amazônia, atuando diretamente na proteção da floresta e na manutenção de saberes ancestrais.

Reportagem: Paulo Paixão
Imagens: Charles Pereira
Adaptação: Sandriane Fernandes

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