O Amazonas começou a implantar um novo tratamento infantil contra a malária, com foco na ampliação do acesso e na melhoria da eficácia no combate à doença. A estratégia utiliza a tafenoquina pediátrica, indicada para casos de malária do tipo vivax, que representa a maioria dos registros na região amazônica.
A principal inovação é a redução do tempo de tratamento, que antes podia durar até 14 dias e agora pode ser feito de forma muito mais curta, aumentando a adesão, principalmente em áreas remotas e entre crianças. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP), a dificuldade em concluir o tratamento é um dos principais desafios no controle da malária, e a nova abordagem busca evitar recaídas e interromper a transmissão da doença.
A implantação inclui também capacitação de profissionais de saúde e a realização de testes específicos antes da administração do medicamento, garantindo segurança no uso. A medida é resultado de parceria entre o Governo do Amazonas, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), com foco especial em áreas mais vulneráveis.
A malária segue como um dos principais desafios de saúde pública na Amazônia, e a adoção de novas tecnologias é considerada essencial para reduzir casos e avançar no controle da doença.
Fonte:
Agência Amazonas / FVS-RCP / Ministério da Saúde



