No terceiro trimestre de 2023 ocorreu uma redução de 32 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ no Amazonas. Isso influenciou a redução da informalidade, de 56,8%, no segundo trimestre, para 55%, no terceiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta quarta-feira (22) pelo IBGE.
“A taxa de informalidade sofreu uma boa retração em relação ao trimestre anterior. Motivada principalmente pela redução no número de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que é o principal grupo dos trabalhadores informais”, destaca o chefe de disseminação de informações do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques.
Mesmo assim, o conjunto de 974 mil trabalhadores informais é muito significativo para a mão-de-obra amazonense e coloca o Estado na terceira posição do ranking nacional, juntamente com o Piauí. A pesquisa identificou que, entre pessoas de 14 anos ou mais de idade, a taxa de informalidade foi de 55% no Amazonas, ou seja, 15,9% maior que a taxa nacional (39,1%) e 2,2% maior que a da região Norte (52,8%).
Entre as cinco grandes regiões brasileiras, a Norte foi a que apresentou maior taxa de informalidade (52,8%), seguida da Nordeste (51,8%), da Centro-Oeste (34,9%), da Sudeste (34,1%) e da Sul (30,6%).
Aumento de empregos
Com relação ao trimestre anterior, o aumento do número de trabalhadores empregados no Amazonas foi de 74 mil, com o setor privado sendo responsável por 54 mil trabalhadores, 28 mil com carteira e 26 mil sem carteira.
Os dados apontam que o número de trabalhadores cresceu no setor privado e no setor público. Outro grupo que apresentou crescimento importante foi o da administração pública. Apenas os trabalhadores domésticos tiveram redução de quantitativo. Os empregadores, de acordo com a PNAD Contínua, tiveram acréscimo de 12,6% (6 mil), contudo 5 mil eram empregadores sem CNPJ.
Desemprego mantém estabilidade
No Amazonas, a taxa de desocupação foi de 9,6% no terceiro trimestre e manteve-se estável quando comparada com o trimestre anterior. A pequena variação de -0,1 p.p indica que não houve alterações importantes no quadro em relação ao segundo trimestre e em relação ao mesmo trimestre de 2022. O número de pessoas desocupadas permaneceu em 187 mil, colocando o Estado na 8ª posição entre as maiores taxas de desocupação do país, no trimestre.
“Embora o número de pessoas ocupadas tenha aumentado. O contingente de desocupados permaneceu o mesmo do trimestre anterior. Por isso não houve redução significativa da taxa de desocupação no terceiro trimestre”, explica Jaques.
Desde o primeiro trimestre de 2022 a taxa de desocupação amazonense vem num processo de redução, embora tenha subido um pouco no quarto trimestre de 2022 e no primeiro trimestre de 2023. Mesmo assim, na comparação com outras unidades da federação, a taxa local permanece elevada.
Salários
O rendimento médio real habitual, de todos os trabalhos, foi de R$ 2.155,00 no terceiro trimestre de 2023, no Estado. Em comparação com o trimestre anterior a retração foi de R$ 63,00 e na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior foi de R$ 36,00. A pesquisa também indica que tanto o rendimento médio nominal, quanto a massa de rendimento dos trabalhadores apresentaram quedas. “Isso representa menos dinheiro no mercado, vindo dos salários”, ressalta.
Entre os 10 setores investigados, a PNAD Contínua (terceiro trimestre) identificou variação negativa no setor da Construção, na comparação com o mesmo período do ano passado, com uma retração acentuada -19,6%. Já na comparação com o trimestre anterior a pesquisa identificou variação negativa de -14,2% no setor de Transporte, armazenagem e correio. A melhoria foi nos segmentos de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (20,7%) e de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (9,9%). “Os resultados mensais das pesquisas do comércio, indústria e serviços demonstram que a cada mês essas atividades perdem força e isso reflete diretamente na capacidade de melhora na taxa de desocupação”, afirma.
Edição: Beatriz Ferro.





