Governo do Estado mantém envio de ajuda humanitária e reforça ações de saúde, educação e monitoramento ambiental. (Foto: Secom)

O Amazonas contabiliza, até o momento, 133.711 famílias afetadas pela cheia dos rios, o que representa cerca de 534 mil pessoas impactadas diretamente em todo o Estado. Os dados foram atualizados nesta quarta-feira (10/07) pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, do governo do Estado.

Apesar da dimensão dos impactos, o boletim mais recente aponta os primeiros sinais de recuo nas águas. Três das nove calhas de rios do Amazonas, Juruá, Purus e Madeira, já iniciaram o processo de vazante. As demais continuam em fase de cheia, com picos variando entre março e julho, conforme a região.

Em Manaus, o nível do Rio Negro, que chegou a 29,05 metros no final de junho, começou a baixar gradualmente. A medição mais recente indica 29,01 m, segundo o Porto da capital. A Defesa Civil alerta, no entanto, que o momento ainda exige atenção, especialmente nas áreas alagadas, onde há risco de doenças, acúmulo de resíduos.

De acordo com os decretos municipais, 40 cidades do Amazonas permanecem em Situação de Emergência, 15 estão em Alerta, uma em Atenção e seis em estado de Normalidade. Nesta quarta-feira, Pauini e Tapauá deixaram o status de Alerta, passando para Normalidade. Tabatinga também apresentou melhora, saindo da condição de Alerta para Atenção.

Operação Cheia 2025 e envio de ajuda humanitária
Desde abril, o governo do Estado executa a Operação Cheia 2025, com envio contínuo de ajuda humanitária. Até agora, já foram distribuídas 580 toneladas de cestas básicas, 2.450 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável fornecidos pela Cosama, 10 kits purificadores do programa Água Boa e uma Estação de Tratamento Móvel (Etam).

As ações contemplam municípios como Humaitá, Manicoré, Apuí, Borba, Anamã, Atalaia do Norte, Guajará, Carauari, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Tonantins, entre outros.

Na área da educação, 453 alunos foram afetados pela cheia em quatro municípios — Anamã, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Uarini —, mas continuam acompanhando as aulas por meio do programa Aula em Casa, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar.

Já na saúde, a SES-AM distribuiu 72 kits de medicamentos para sete municípios: Apuí, Boca do Acre, Manicoré, Humaitá, Ipixuna, Guajará e Novo Aripuanã. As ações beneficiam mais de 35 mil pessoas. Além disso, foi instalada uma nova usina de oxigênio no hospital de Manicoré, com capacidade de produção de 30 m³ por hora, mais que o dobro da antiga estrutura.

A cidade de Apuí também recebeu seis cilindros de oxigênio como reserva de segurança, além de medicamentos e insumos hospitalares.

Monitoramento contínuo
A Defesa Civil do Amazonas segue monitorando diariamente os níveis dos rios por meio do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil. O sistema atua de forma preventiva, fornecendo dados técnicos e projeções que orientam as ações do Governo do Estado.

A expectativa é que, com o avanço da vazante, novas medidas sejam adotadas para mitigar os impactos da estiagem, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

 

*Com informações de Érica Oliveira e Agência Amazonas

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