O termo, que em tradução livre significa “lavagem verde”, descreve a prática de empresas que se apresentam como amigas do meio ambiente em suas propagandas, mas na prática não mudam nada em seus processos ou até mantêm práticas prejudiciais. (Imagens: Internet)

Nos últimos anos, falar de sustentabilidade virou quase uma obrigação para empresas ao redor do mundo. Mas, junto com avanços reais, surgiu também um desafio preocupante: o greenwashing. O termo, que em tradução livre significa “lavagem verde”, descreve a prática de empresas que se promovem como ambientalmente responsáveis, mas que, na realidade, não mudam seus processos ou até continuam adotando práticas prejudiciais ao meio ambiente.

É o caso, por exemplo, de marcas que estampam folhas e tons verdes em embalagens plásticas descartáveis, ou que anunciam “compensações ambientais” sem qualquer transparência sobre como essas ações funcionam. Essa maquiagem ecológica confunde o consumidor que busca produtos sustentáveis e prejudica iniciativas sérias que enfrentam as mudanças climáticas.

No contexto global, o greenwashing enfraquece acordos que buscam reduzir emissões de carbono e preservar a biodiversidade. Já no Amazonas, o problema é ainda mais grave: empresas se aproveitam da imagem da floresta para vender produtos sem qualquer ligação real com a bioeconomia, prejudicando comunidades indígenas, ribeirinhas e projetos locais que trabalham com uso sustentável dos recursos naturais.

Especialistas alertam que o consumidor tem papel fundamental nessa equação. É preciso ir além das propagandas e verificar se há transparência, certificações confiáveis e impacto real. Só assim é possível distinguir quem está investindo em soluções sustentáveis — como projetos comunitários de reflorestamento e iniciativas de energia limpa — de quem apenas veste a cor verde no discurso.

No fim das contas, o greenwashing revela que a luta ambiental não é apenas contra o desmatamento e a poluição, mas também contra a desinformação. Afinal, proteger o planeta exige coerência entre palavras e ações.

Mas afinal, como diferenciar um produto realmente sustentável?

Aqui vão alguns critérios práticos para ajudar na escolha:

  • Procure selos de certificação confiáveis e reconhecidos como:
    • IBD (orgânico no Brasil)
    • FSC (madeira e papel de origem sustentável)
    • Fair Trade (comércio justo)
    • Rainforest Alliance (agricultura sustentável)

 

  • Desconfie de selos criados pela própria marca ou com design genérico (como uma folha ou planeta sem referência clara).
  • Prefira rótulos simples, com matérias-primas renováveis ou biodegradáveis.

Em resumo, produto sustentável de verdade traz clareza, dados e coerência. Produto com greenwashing traz só palavras bonitas e símbolos verdes. Quanto mais consciente o consumidor, mais protegido o meio ambiente.

 

*Por Elis Marinheiro

 

 

 

 

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