A indústria brasileira de motocicletas encerrou o primeiro trimestre de 2026 com o segundo melhor desempenho da história para o período. Entre janeiro e março, foram produzidas 561.448 unidades, um crescimento de 12,1% em comparação com o mesmo intervalo de 2025.

O resultado reforça o papel estratégico da Zona Franca de Manaus, onde está concentrada grande parte da produção nacional de veículos de duas rodas. O polo industrial amazonense se destaca não apenas pelo volume, mas também pela relevância econômica e social.

“O polo tem o orgulho de produzir na Amazônia e é o mais verticalizado fora do eixo asiático. São mais de 21 mil empregos diretos nas indústrias no Amazonas e mais de 150 mil em todo o Brasil. Nosso agradecimento a todas essas pessoas que, ao longo desses 50 anos, contribuíram e continuam contribuindo para o nosso polo de duas rodas”, afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo.

Além da força no mercado interno, o polo também tem ampliado sua presença internacional. Nos últimos dez anos, a produção local foi exportada para mais de 50 países, consolidando Manaus como um importante hub global do setor.

“Um outro orgulho para nós é produzir de Manaus para o mundo. A Zona Franca hoje exporta para mais de 50 países, o que mostra a competitividade e a qualidade do nosso polo”, destacou Bento.

Os números foram apresentados durante um encontro que também celebrou os 50 anos da Abraciclo, entidade que acompanhou de perto a evolução da indústria de duas rodas no país e teve papel fundamental na consolidação de Manaus como referência nacional no segmento.

O evento também destacou o avanço tecnológico na fabricação de bicicletas no polo industrial. Segundo Fernando Rocha, vice-presidente do segmento de bicicletas, o setor tem investido continuamente em inovação.

“É uma indústria que, ao longo desses 50 anos, se renovou e certamente continuará se renovando. As bicicletas que saem do polo de Manaus são de alta tecnologia, leves, com geometria adequada ao consumidor e com os melhores componentes disponíveis por meio da nossa cadeia de fornecimento”, explicou.

A expectativa do setor é manter o ritmo de crescimento ao longo de 2026, impulsionado pela demanda do mercado e pela relevância da indústria de duas rodas na economia do Amazonas.

Narração: Hemerson Freitas
Imagens: Arquivo/Cedoc
Adaptação: Douglas Lima

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