Capacitação da FVS-RCP e Ministério da Saúde fortalece o SUS e evita que pacientes precisem sair dos municípios para receber tratamento. (Foto: FVS)

Durante o mês de combate às hepatites virais, o Amazonas fortalece as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Nesta segunda-feira (21), profissionais de saúde de 12 municípios participaram de uma oficina de capacitação realizada em Manaus, com o objetivo de garantir atendimento mais ágil e eficiente à população. A iniciativa integra a campanha nacional Julho Amarelo e marca um novo passo no enfrentamento à doença no estado.

Promovida pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com o Ministério da Saúde, a capacitação reuniu 70 gestores e coordenadores municipais de Programas de Hepatites Virais. A proposta é descentralizar o atendimento, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento em municípios do interior, sem que os pacientes precisem se deslocar até a capital.

A oficina aconteceu no auditório da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus, e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Comitê de HIV/Aids, ISTs e Hepatites Virais do Amazonas.

Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a reorganização dos fluxos locais de atendimento é fundamental para garantir respostas rápidas.

“O  foco é a resposta às necessidades do paciente com intervenção rápida e adequada, evitando deslocamentos longos”, afirmou.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) mostram um cenário positivo no combate às hepatites virais no Amazonas. Nos primeiros seis meses de 2025, foram registrados 309 casos, uma redução de quase 35% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 474 notificações. A mortalidade também apresentou queda.

A coordenadora do Programa Estadual de Hepatites Virais da FVS-RCP, Vanieli Cappellesso, destaca que a estratégia busca integrar prevenção, diagnóstico e tratamento.

““Com foco na eliminação da doença como problema de saúde pública, a oficina promove as estratégias de ampliação do diagnóstico, acesso ao tratamento e prevenção da transmissão”, explicou.

A capacitação também incluiu temas como vigilância em saúde, articulação entre serviços e o papel das comunidades na identificação precoce dos casos. Para a secretária executiva de Atenção Especializada e Políticas de Saúde da SES-AM, Laís Moraes, é preciso avançar na cobertura e no acesso à informação.

“Nós estamos organizando essa oficina para que haja um fortalecimento do entendimento sobre a necessidade de uma reorganização para alcançar os territórios, que estão em lugares mais remotos e comunidades com pouco acesso à disponibilidade do tratamento, à prevenção e educação em saúde”, disse.

O diretor-presidente da FMT-HVD, Marcus Vinítius Guerra, e representantes da sociedade civil também participaram do encontro.

“Vem muito a calhar esse treinamento para os gestores, visando melhorar os recursos de saúde dentro do estado e melhores indicadores para proporcionar saúde de qualidade para essa população”, reforçou Guerra.

A presidente do Comitê de HIV/Aids, ISTs e Hepatites Virais do Amazonas, Evalcilene Santos, ressaltou o papel do trabalho coletivo.

“É importante para que possamos acompanhar os funcionários de saúde e encaminhar as pessoas que chegam até nós, e esperamos que os municípios do estado do Amazonas, que estão aqui presentes, se comprometam com o acolhimento e o cuidado dessas pessoas”, afirmou.

De Careiro da Várzea, município a 25 quilômetros de Manaus, o médico Eldo Gato destacou a importância do intercâmbio entre profissionais.

“Podemos discutir sobre as dificuldades mais comuns que os municípios enfrentam e nos aprimorar para diminuir cada vez mais os casos, prevenir e tratar”, pontua.

A campanha Julho Amarelo também inclui a oferta de testes rápidos, vacinação e ações educativas nas comunidades da capital e do interior. A meta do Ministério da Saúde é eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030.

*Com informações da repórter Erica Oliveira e Agência Amazonas

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