A capital amazonense registrou uma queda de 8,12% no valor da cesta básica, que passou de R$ 674,78, em julho de 2025, para R$ 620,42 em dezembro. (Foto: Agência Brasil)

Levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do segundo semestre de 2025. Entre os destaques do ranking nacional está Manaus, que aparece como a segunda capital com maior redução no período.

De acordo com os dados, a capital amazonense registrou uma queda de 8,12% no valor da cesta básica, que passou de R$ 674,78, em julho de 2025, para R$ 620,42 em dezembro, representando uma economia de R$ 54,36 para o consumidor.

O maior recuo foi observado em Boa Vista (RR), onde o custo da cesta básica diminuiu 9,08%, saindo de R$ 712,83 para R$ 652,14 — uma redução de R$ 60,69. Na sequência, além de Manaus, Fortaleza (CE) ocupa a terceira posição, com queda de 7,90%, passando de R$ 738,09 para R$ 677,00 no período.

As menores reduções foram registradas em Belo Horizonte (MG), com variação de -1,56%, Macapá (AP), com -2,10%, e Campo Grande (MS), com -2,16%.

Desde julho de 2025, a pesquisa do Dieese passou a abranger todas as capitais do país. Antes disso, o levantamento era realizado em apenas 17 cidades. Os dados são consolidados em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No recorte regional, Boa Vista lidera a queda de preços no Norte, enquanto Fortaleza apresenta o melhor desempenho no Nordeste. No Centro-Oeste, Brasília (DF) teve a maior redução, com variação negativa de 7,65%. Florianópolis (SC) se destacou no Sul, com queda de 7,67%, e Vitória (ES) liderou o Sudeste, com redução de 7,05% no valor da cesta básica.

Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, os resultados refletem os efeitos positivos da política agrícola adotada nos últimos anos.
“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Segundo ele, os Planos Safra Empresarial e da Agricultura Familiar, lançados nos últimos três anos, tiveram valores recordes. “Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”, destacou.

 

*Com informações da Agência Brasil

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