Começou nesta quarta-feira (2), em Manaus, a Missão Comercial e Logística Peru-Brasil, que busca ampliar o intercâmbio de bens e serviços entre os dois países. A cerimônia de abertura aconteceu no auditório do Senai, no Distrito Industrial, reunindo autoridades, empresários e representantes de instituições públicas e privadas.
Promovido pelo governo do Peru, por meio do Ministério do Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) e da Promperú, o evento segue até quinta-feira (3), com uma rodada de negócios no Hotel Holiday Inn. A proposta é fortalecer as relações comerciais na região amazônica, com foco no desenvolvimento sustentável e na melhoria das rotas logísticas entre os países.
Empresas peruanas dos setores de alimentos, vestuário, artigos plásticos e serviços logísticos participam da missão. A ideia é estabelecer novas parcerias com empresários locais, especialmente do Polo Industrial de Manaus (PIM), impulsionando o comércio transfronteiriço e atraindo investimentos.
Durante o seminário, a vice-ministra de Comércio Exterior do Peru, Teresa Mera, ressaltou a importância histórica de Manaus como ponto de contato entre as duas nações amazônicas. Segundo ela, a integração logística e comercial é estratégica para aproximar o Brasil do Pacífico e dos mercados asiáticos, especialmente com a construção do megaporto de Chancay, no litoral peruano.
“Manaus sempre foi referência para o Peru nas relações com a Amazônia brasileira. Agora temos a oportunidade de consolidar esse vínculo com foco em resultados concretos”, afirmou Mera.
A proposta do novo corredor logístico, que ligaria a Zona Franca de Manaus ao porto de Chancay, foi um dos temas centrais do encontro. A estrutura, ainda em desenvolvimento, pode revolucionar o transporte de cargas na região, criando uma alternativa eficiente para exportações brasileiras com destino à Ásia.
“Essa ligação com o Peru nos dá uma nova perspectiva de desenvolvimento mais sustentável e integrado”, destacou Jeibi Medeiros, secretário executivo da Sedecti.
Apesar do entusiasmo, o projeto ainda depende de avanços em infraestrutura e acordos aduaneiros. Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio de Oliveira, o momento é de diálogo e articulação para viabilizar a proposta.
“Chancay é uma alternativa concreta, mas precisa ser operacionalizada. É preciso garantir acessos e segurança jurídica para tornar esse corredor logístico realidade”, pontuou.
A missão tem apoio da Embaixada e do Consulado do Peru no Brasil, além de instituições como Cieam, Fecomércio-AM, CDL Manaus, ACA e Fetramaz. A expectativa é transformar o diálogo em parcerias comerciais e projetos conjuntos, fortalecendo o papel estratégico da Amazônia no cenário internacional.
*Com informações da repórter Érica Oliveira



