Manaus (AM) – Em um momento importante para a preservação da floresta e das comunidades originárias, a Polícia Federal deu início, nesta segunda-feira (20/5), ao 1º Simpósio de Proteção aos Povos Indígenas, no Auditório Cacique Ajuricaba da Justiça Federal do Amazonas, bairro Aleixo, em Manaus. A iniciativa é da Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da PF, com apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), e segue até sexta-feira (24).
O evento reúne autoridades, lideranças indígenas e representantes de organizações públicas para discutir estratégias de garantia de direitos dos povos originários e o combate a violações em territórios indígenas, especialmente na região amazônica.
Segundo o delegado João Paulo Corrêa, representante da Diretoria da Amazônia da PF, o objetivo é aproximar as instituições da realidade vivida nas terras indígenas, promovendo uma atuação mais integrada por parte do Estado.
“Tentar aproximar os povos indígenas da Policia Federal, tentar compreender, é tanto que trouxemos também para o evento antropólogos para explicar o que é cosmologia o que é cosmovisão o que é etnicidade dos povos indígenas como é o modelo de vida dos povos indígenas. temos diferentes realidades no Brasil, são muitas terras indígenas ”, afirmou o delegado.
Durante a semana, os painéis debatem abordarão temas como conflitos territoriais, acesso à justiça, direitos humanos, segurança pública, além de saúde, educação e os sistemas culturais dos povos indígenas, suas cosmologias e formas de resistência histórica e contemporânea.
A programação conta com a presença de representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), FUNAI, Ibama, Ministério Público Federal (MPF) e outras instituições envolvidas na proteção ambiental e dos direitos humanos. Lideranças indígenas também participam, trazendo relatos e reflexões sobre a realidade de suas comunidades.
Para o coordenador do UNODC no Brasil, Alexander Walsh, a colaboração entre as entidades é essencial:
“A gente, junto com a Polícia Federal, decidiu convidar várias lideranças indígenas para falar sobre esse tipo de pressão de crimes ambientais que eles estão tendo nos territórios deles e o que eles estão fazendo nos territórios para abordar essas questões.”
O simpósio faz parte das ações estratégicas da Polícia Federal para fortalecer a presença institucional em áreas indígenas, enfrentando crimes como o garimpo ilegal, a extração predatória de madeira e outras práticas que ameaçam não apenas o meio ambiente, mas a sobrevivência física e cultural dos povos originários.
*Com informações do repórter Hemerson Freitas



