Onze governadores deixaram seus cargos em todo o país para disputar as eleições de outubro de 2026. As renúncias ocorreram dentro do prazo de desincompatibilização, que exige o afastamento de funções públicas até seis meses antes do pleito.

Entre os nomes está o ex-governador do Amazonas, Wilson Lima, que renunciou ao cargo no sábado (4), no limite do prazo legal. A saída ocorreu de forma simultânea com o vice Tadeu de Souza, seguindo a exigência para quem ocupa função pública e pretende disputar as eleições.

No Amazonas, quem assumiu o governo ainda neste domingo (5) foi o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, em cerimônia de posse realizada na Aleam às 17h. Ele terá agora até 30 dias para convocar uma eleição indireta que definirá o novo governador. Nos bastidores, Cidade é apontado como o nome mais forte para vencer o processo e comandar o estado de forma definitiva até janeiro de 2027.

A movimentação faz parte de uma estratégia eleitoral comum, já que muitos desses gestores não podem disputar a reeleição e buscam novos cargos, principalmente vagas no Senado ou até mesmo a Presidência da República.

Com as saídas, os vice-governadores assumem automaticamente o comando dos estados, o que já provoca mudanças significativas no mapa político nacional. Em alguns casos, essa transição fortalece grupos políticos locais e reposiciona alianças para o pleito.

De acordo com análises políticas, esse movimento pode atingir mais estados, já que até 13 unidades da federação devem ter mudanças no comando por conta das eleições de 2026.

A expectativa é que esse cenário intensifique as articulações políticas nos próximos meses, com reflexos diretos nas campanhas e nas disputas estaduais e nacionais.

Fonte:
Agência Brasil / TSE / Aleam

Foto:
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Notícias relacionadas

Acessar o conteúdo