De acordo com a pesquisa, os níveis médios de mercúrio encontrados nas gestantes chegam a ser cinco vezes superiores ao limite considerado seguro. (Imagens: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acendeu um alerta sobre a saúde do povo indígena Munduruku, no oeste do Pará. Os resultados apontam níveis preocupantes de contaminação por mercúrio em gestantes e recém-nascidos, consequência da atividade garimpeira na região.

De acordo com a pesquisa, os níveis médios de mercúrio encontrados nas gestantes chegam a ser cinco vezes superiores ao limite considerado seguro. Entre os bebês, as concentrações registradas alcançam até três vezes o valor tolerável. O estudo destaca que o metal pode ser transferido da mãe para o bebê durante a gestação, comprometendo o desenvolvimento neurológico da criança.

Especialistas alertam que a exposição ao mercúrio pode causar danos neurológicos, cognitivos e prejuízos ao desenvolvimento infantil, sendo gestantes e crianças os grupos mais vulneráveis aos efeitos da contaminação.

A situação reforça a preocupação com os impactos do garimpo ilegal sobre a saúde das populações indígenas e o meio ambiente na Amazônia.

Fonte: Agência Brasil e Fiocruz

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