Manaus foi palco do Seminário Políticas Públicas para a Primeira Infância: Diagnóstico e Ação, que reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento infantil. O encontro reforçou a necessidade de atuação conjunta entre diferentes esferas do poder público, com integração entre áreas como saúde, educação e assistência social.

Durante o evento, o subsecretário da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância do Ministério da Educação (PNIPI/MEC), Alexsandro Santos, destacou que o Brasil ainda precisa avançar no fortalecimento de políticas e investimentos voltados às crianças de zero a seis anos.

Segundo ele, essa fase da vida é decisiva para o desenvolvimento humano e exige atenção prioritária do Estado. “A primeira infância exige investimento porque é a etapa fundamental do desenvolvimento do ser humano. O Estado brasileiro ainda precisa fortalecer esse orçamento para garantir creche para todos, pré-natal para todos e uma política de saúde que cuide desde o primeiro momento”, afirmou.
O subsecretário também chamou atenção para o aumento de diagnósticos de condições como deficiência e autismo na primeira infância, ressaltando que apenas identificar os casos não é suficiente. “A gente tem crescido muito no diagnóstico, mas não basta diagnosticar. É preciso tratar, cuidar e, para isso, precisamos ampliar o orçamento das políticas públicas”, pontuou.
Outro ponto central debatido no seminário foi a criação de uma base de dados integrada que permita acompanhar o desenvolvimento das crianças desde o pré-natal até os seis anos de idade. A proposta busca melhorar o planejamento e a efetividade das ações públicas.
Alexsandro Santos ainda reforçou que as políticas voltadas à infância devem estar acima de disputas políticas. “Não interessa qual é a bandeira partidária. Isso precisa ficar em segundo plano. No primeiro plano tem que estar o que o Brasil quer para o presente e o futuro dos seus bebês e crianças”, destacou.
Para ele, investir na infância é investir no futuro do país. “Os bebês e as crianças são o nosso patrimônio. Precisamos cuidar bem desse patrimônio para construir um futuro mais justo, democrático e com mais qualidade de vida para todos”, completou.
A programação do seminário incluiu mesas de debate, apresentações técnicas e troca de experiências entre gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil. A expectativa é que o encontro fortaleça o diálogo entre instituições e contribua para a construção de políticas públicas mais eficazes e baseadas em evidências.
Reportagem: Paulo Paixão
Imagens: Henri Clay
Adaptação: Douglas Lima



