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A capacitação faz parte do Programa Agro Amazonas e Plano Safra

 

Trazendo na bagagem o conhecimento de boas práticas e formas de gestão de empreendimentos e negócios de sucesso em Humaitá, município do sul do Amazonas (distante 590 quilômetros de Manaus), e Porto Velho (RO), 42  técnicos do Governo do Estado retornam a Manaus nesta sexta-feira (24/09), após cinco dias do Intercâmbio de Boas Práticas – VI módulo do curso de Gestão das Cadeias Produtivas animal e vegetal, oferecido por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural – Sepror e a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas – Ciama.

 

Ao participar das atividades in loco, o secretário da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, fez um balanço positivo do intercâmbio. “Essa capacitação faz parte do Programa Agro Amazonas e Plano Safra, onde uma das metas é formar recursos humanos para desenvolver outras matrizes econômicas e interiorizar o desenvolvimento do estado. Para que isso aconteça, é fundamental que tenhamos profissionais capacitados, fruto da parceria do Sistema Sepror (Adaf, Idam e ADS) com a Ciama”, pontuou o secretário.

 

“A vinda ao sul do Amazonas, especificamente ao município de Humaitá, onde conhecemos empreendimentos exitosos, bem como vir ao estado de Rondônia, que possui uma vocação muito forte para o agronegócio empresarial e agricultura familiar, sem dúvidas, mostrou a esses profissionais presentes aqui uma alternativa de desenvolvimento”, concluiu Petrucio.

 

Atividades – Nesta sexta-feira (24/09), as atividades foram divididas por grupos de cadeias produtivas. Técnicos da cadeia animal realizaram visita técnica ao projeto de piscicultura da Fazenda Divisa, que conta com 37 hectares de lâmina d’água e uma produção anual de 250 toneladas. Em seguida foi realizada visita ao sítio Dom Henrique, para conhecer as boas práticas e tecnologias aplicadas à pecuária leiteira.

 

Já a programação do grupo da cadeia vegetal contemplou visitas à Coopprojirau – Cooperativa de Produtos Rurais do Observatório Ambiental Jirau, referência no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar da região. Na oportunidade, foi apresentado como a instituição presta serviços e realiza a agroindustrialização de alimentos de origem vegetal na região de Porto Velho.

 

Em seguida, a visita foi a campos experimentais de plantios e boas práticas de cultivo, colheita e beneficiamento de espécies como o açaí e a mandioca, mantidos pela Associação do Reassentamento Rural Vida Nova, em Rondônia, que conta o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

Para a engenheira florestal e técnica da Ciama, Kathleem Machado, poder vivenciar na prática o que foi passado nos módulos anteriores em sala de aula foi de grande importância. “Uma vez que tivemos a oportunidade de conhecer experiências, transferências de tecnologias e modelos de gestão que poderão ser replicados no Amazonas, beneficiando do pequeno produtor ao consumidor final, movimentando a economia, com geração de emprego e renda”, disse a engenheira.

 

Boas práticas – O curso teve início na segunda-feira (20/09), quando os técnicos partiram de Manaus, via BR-319, até o município de Humaitá, onde puderam conhecer novas técnicas aplicadas ao cultivo de plantas nativas como o açaí e também o cultivo e beneficiamento de grãos (arroz, milho, soja).

 

Seguindo a BR-319, o cenário de estudos e pesquisas do terceiro dia do módulo foi a Fazenda Experimental da Embrapa/Rondônia, onde foram apresentados casos de pesquisas, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade tanto da pecuária, quanto da agricultura. Como exemplo, técnicas utilizadas na criação de gado leiteiro, otimizando a produção e qualidade do leite, um mercado ascendente no Amazonas.

 

Para a médica veterinária da Adaf, Lilian Toffannetto, o que chamou a atenção durante a visita à Fazenda Experimental foi a maneira que as pessoas são capacitadas para as boas práticas e otimização do sistema de ordenha, tornando-o volante. “Esta metodologia atende ainda mais às exigências sanitárias, além de facilitar o manejo do leite pelo produtor. No Amazonas, estas boas práticas já vêm sendo difundidas pela Adaf e pelo Idam”, destacou, acrescentando que a questão de metodologias de novas pastagens foi uma novidade que pode ser difundida no Amazonas.

 

“Eles utilizam determinados capins em períodos diferentes (seca e cheia). Vejo que a questão desta suplementação alimentar dos animais é uma prática que pode vir a ser implementada no Amazonas, principalmente na época da seca, facilitando usar menos insumos, gerando maior facilidade e economia para o produtor, podendo aplicar tanto na várzea, quanto na terra firme”, explicou.

 

Próximo módulo – O sétimo e último módulo está programado para a segunda quinzena de novembro, quando cada técnico apresentará um projeto relacionado ao desenvolvimento da cadeia animal ou vegetal a uma banca avaliadora. Os projetos deverão obedecer a critérios como a viabilidade técnica, econômica e social, de modo a impulsionar as cadeias produtivas e incentivar o investimento no agronegócio, melhorando, principalmente, a vida do produtor rural.

Imagem: Divulgação

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